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Minha primeira prova de foi em 2004. Fiz um mini triathlon em Piracicaba, minha cidade natal. Adorei a experiência nova, mas em seguida fui fazer intercâmbio na Bélgica, depois cursinho para entrar na faculdade, e só comecei a treinar mesmo em 2007.

De lá pra cá venho treinando e, graças a Deus, a única lesão que tive foi uma fratura por estresse na tíbia, logo que comecei em 2007. Depois dessa, não tive mais nenhuma lesão que me tirasse dos treinos. De 2007 até hoje, o máximo de tempo que tive de férias entre os treinos foi de 15 dias.

Já competi bastante, e em 2011 entrei para o profissional. Naquela época não tinham muitas meninas competindo. O triathlon não era um esporte tão conhecido e eu me destacava no amador, então resolvi buscar novos desafios competindo com as profissionais.

E que desafio! Naquela época, eu chegava 40 minutos atrás da primeira colocada, no mínimo… Mas persisti, e em 2013 esses 40 minutos passaram a ser quase nada quando conquistei o segundo lugar no Dash Triathlon (onde estavam as melhores triatletas do país). Foi aí que descobri que tinha algum talento.

Continuei treinando, me dedicando, mas sem grandes objetivos. Eu não acreditava no meu potencial e nem todos os profissionais que trabalhavam comigo acreditavam nisso também. Até que a vida me tirou da zona de conforto novamente. Em fevereiro de 2017 terminei um relacionamento (quase casamento) de 8 anos, confesso que foi bem difícil no começo, mas passei a analisar o restante da minha vida e percebi que não era só no relacionamento que estava acomodada, mas na vida também.

Além disso, minha família está sempre ao meu lado me apoiando, me ajudando em tudo o que preciso. E acredito estar no caminho certo e realizar meu sonho de ser atleta profissional de verdade, que eu entendo que seja trabalhar e ter uma remuneração garantida. Ainda estou longe disso, mas acredito que chegarei lá.

Nessa prova de domingo (22/4), Ironman 70.3 de Floripa/SC, não corri com as pernas, corri com o coração, pois só eu sei tudo o que passei e o que passo para seguir buscando meu sonho, o quanto já abdiquei e investi na minha carreira. Como sempre cheguei sem ser uma das favoritas e tirei forças lá de dentro para competir e ficar muito perto, apenas 11 segundos, da primeira colocada.

O que eu aprendi com tudo isso? Que não temos noção do nosso potencial e que cada vez mais acredito na frase que me acompanha desde o início da minha carreira: “sem saber que era impossível foi lá e fez”.

Nada disso seria possível sem uma grande e incansável equipe de profissionais que me acompanham nessa jornada. Faço questão de citar e agradecer a todos aqui.

Treinador de Triathlon: Wagner Spadotto
Personal: Lucas Montagnana
Treinador da Natação: Ivan
Fisioterapeuta: Rafael Tambascia e Felippe Ribeiro
Psicologa: Simone Salvador
Nutricionista: Elizabeth Moraes
Médico: Paulo Puccinelli
Agente: Francisco Ferreira
Bike Fitter: Rafael

E claro, conto também com o patrocínio e apoio de muitas empresas que acreditam no esporte

Patrocinadores:
Cicleville
Construtora Cataguá
Noblu
Um pra um – arquitetura e urbanismo
Tork

Apoiadores:
Change Academia
Hípica Campinas
Beladri
New Balance
Care Club

 

 

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